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"A Experiência de si mesmo

Trecho do livro conversando com Deus
Neale Donald Walsch


No início, o que É era tudo que havia. Porém, Tudo Que É não podia conhecer-se – porque não havia mais coisa alguma. E então, Tudo Que É... não era. Porque, na ausência de outra coisa, Tudo Que É não é.

Esse é o grande Ser ou Não Ser a que os místicos se referem desde o início dos tempos.

Tudo Que É sabia que era tudo que existia – mas isso não era suficiente, porque só podia conhecer a sua total magnificência conceitualmente, não experimentalmente. Contudo, a experiência de Si Mesmo era aquilo pelo que ansiava, porque desejava saber como era ser tão magnificente. Mas isso era impossível, porque o próprio termo "magnificente" é um termo relativo. Tudo Que É só poderia saber como era ser magnificente, quando o que não é surgisse. Na ausência do que não é, o que É não é.

Você compreende isso?


Acho que sim. Continue.


Está bem.

A única coisa que Tudo Que É sabia é que nada mais havia.

Portanto, nunca poderia conhecer a Si Mesmo a partir de um ponto de referência externo. Esse ponto não existia. Só existia um ponto de referência, que era interno. O "É-Não É". O Sou-Não Sou.

Mas o Tudo de Tudo decidiu conhecer-se experimentalmente. Essa energia - pura, não-vista, não-ouvida, não-observada e portanto desconhecida por qualquer outra energia - decidiu expe­rimentar a Si Própria em toda a sua magnificência. Para fazer isso, percebeu que teria de usar um ponto de referência interno.

Deduziu bastante corretamente que qualquer parte de si própria teria necessariamente de ser menos do que o todo, e que se simples­mente se dividisse em partes, cada uma delas, sendo menos do que o todo poderia olhar para o restante e ver magnificência.

E então Tudo Que É dividiu-se – tornando-se, em um momento glorioso, o que é isto, e o que é aquilo. Pela primeira vez, existiram isto e aquilo, bem separados um do outro, e ainda assim, simulta­neamente. Como tudo que não era nem um nem outro.

Portanto existiram subitamente três elementos: o que está aqui, o que está lá, e o que não está aqui nem lá - mas que devia existir para que lá e aqui existissem.

É o nada que contém o tudo. É o não-espaço que contém o es­paço. É o todo que contém as partes.

Consegue compreender isso?


Acho que sim. Acredite ou não, o Senhor usou uma ilustra­ção tão clara que acho que estou realmente compreendendo.


Vou continuar. Agora esse nada que contém o tudo é o que al­gumas pessoas chamam de Deus. Porém, isso também não é exato, porque sugere que há algo que Deus não é – a saber, tudo que não é "nada". Mas Eu sou Todas as Coisas - visíveis e invisíveis ­por isso essa descrição de Mim como o Grande Invisível - o Nada, ou o Espaço no Meio, uma definição mística de Deus essencialmen­te oriental, não é mais exata do que a descrição prática de Deus essencialmente ocidental como tudo que é visível. As pessoas que acreditam que Deus é Tudo Que É e Tudo Que Não É são aquelas cuja compreensão é correta.

Criando o que é "aqui" e o que é "lá", Deus tornou possível conhecer a Si Mesmo. No momento dessa grande explosão interior, criou a relatividade - a maior dádiva que Ele já deu a Si Mesmo. Portanto, o relacionamento é a maior Dádiva que Ele já deu a vocês, um ponto a ser discutido detalhadamente mais tarde.

Portanto, do Nada surgiu o Tudo - um evento espiritual perfei­tamente compatível com o que os seus cientistas chamam de Teoria da Grande Explosão.

Quando todos os elementos se precipitaram para frente, o tem­po foi criado, porque primeiro uma coisa estava aqui, e depois lá ­e o período que havia demorado para ir daqui para lá era men­surável.

Assim como as partes visíveis do Tudo Que É começaram a se definir "relativamente" umas às outras, as invisíveis também se defi­niram.

Deus sabia que para o amor existir – e conhecer-se como amor puro – seu exato oposto também tinha de existir. Por isso, Ele criou voluntariamente a grande polaridade – o oposto absoluto do amor – tudo que o amor não é – o que agora é chamado de medo. No momento em que o medo existiu, o amor pôde existir como algo que podia ser experimentado.

É a essa criação da dualidade entre o amor e o seu oposto que os seres humanos se referem em suas várias mitologias como o aparecimento do mal, a desgraça de Adão, a rebelião de Satanás e assim por diante.

Do mesmo modo como vocês escolheram personificar o amor puro como aquele a quem chamam de Deus, escolheram personifi­car o medo abjeto como aquele a quem chamam de demônio.

Algumas pessoas na Terra criaram mitologias bastante elabora­das em torno desse evento, cheias de cenários de lutas e guerra, anjos guerreiros e demônios, as forças do bem e do mal, da luz e das trevas.

Essa mitologia foi a primeira tentativa da humanidade de com­preender, e contar às outras pessoas de um modo que pudessem compreender, uma ocorrência cósmica da qual a alma humana está muito consciente, mas que a mente mal pode conceber.

Criando o universo como uma versão dividida de Si Mesmo, Deus produziu, a partir de pura energia, tudo que agora existe ­visível e invisível.

Em outras palavras, não foi só o universo físico que foi criado, como também o universo metafísico. A parte de Deus que forma a segunda metade da equação Sou/Não Sou também explodiu em um número infinito de unidades menores do que o todo. Essas unidades de energia vocês chamariam de espíritos.

Em algumas de suas mitologias religiosas é dito que "Deus-Pai" tem muitos filhos espirituais. Esse paralelo com as experiências hu­manas da vida se multiplicando parece ser o único modo de fazer as massas aceitarem como realidade a idéia do súbito aparecimento, da súbita existência de inúmeros espíritos no "Reino do Céu".

Nesse caso, seus mitos e suas histórias não estão tão longe da realidade suprema - porque os inúmeros espíritos que formam a totalidade de Mim são, em um sentido cósmico, Meus filhos.

Meu propósito divino ao Me dividir foi criar partes suficientes de Mim para poder conhecer a Mim Mesmo experimentalmente. Há apenas uma forma do Criador conhecer-se experimentalmente como tal, e essa forma é criar. E então Eu dei às inúmeras partes de Mim (a todos os meus filhos espirituais) o mesmo poder de criar que Eu te­nho como o todo.

Isso é o que as suas religiões querem dizer quando afirmam que vocês foram criados "à imagem e semelhança de Deus". Isso não significa, como alguns sugeriram, que nossos corpos físicos se asse­melham (embora Eu possa adotar qualquer forma física que escolher para um objetivo particular). Significa que nossa essência é a mes­ma. Somos feitos da mesma essência. SOMOS a “mesma essência”! Com as mesmas propriedades e habilidades – inclusive a habilida­de de criar a realidade física a partir do nada.

Meu objetivo ao crió-Ios, Meus filhos espirituais, foi conhecer a Mim Mesmo como Deus. Só posso fazer isso através de vocês. Por­tanto, pode-se dizer (como foi dito muitas vezes) que o Meu objetivo é que vocês se conheçam como Eu.

Isso parece muito simples, mas se torna muito complexo – por­que só há um modo de vocês se conhecerem como Eu: primeiro se conhecerem como não Eu.

Agora deixe-me explicar isso – tente entender – porque a par­tir daqui é mais difícil. Está pronto?


Acho que sim.


Bom. Lembre-se de que pediu esta explicação. Espera por ela há anos. Pediu-a em termos leigos, não através de doutrinas teoló­gicas ou teorias científicas.


Sim, eu sei o que pedi.


E tendo pedido, receberá.

Agora, para simplificar as coisas, usarei o seu modelo mitológico dos filhos de Deus como uma base para discussão, porque é um modelo com o qual está acostumado - e que de muitos modos não está muito distante da realidade.

Então vamos voltar a como esse processo de autoconhecimento deve funcionar.

Há um modo pelo qual Eu podia ter feito todos os Meus filhos espirituais se conhecerem como partes de Mim: simplesmente dizer­-lhes o que eram. Isso eu fiz. Mas não foi suficiente para o Espírito simplesmente conhecer a Si mesmo como Deus, ou parte de Deus, ou filho de Deus, ou herdeiro do Reino (ou o que afirme qualquer mitologia que queiram usar).

Como já expliquei, saber algo e experimentá-lo são duas situa­ções diferentes. O Espírito ansiava por conhecer-se experimental­mente (como Eu fiz!). A consciência conceitual não foi suficiente para vocês. Então Eu elaborei um plano. É a idéia mais extraordinária em todo o universo – e a colaboração mais espetacular. Digo colabo­ração porque todos vocês estão participando disso Comigo.

Segundo o plano, vocês como espíritos puros entrariam no uni­verso físico recém-criado. Isso porque a materialidade é o único mo­do de saber experimentalmente o que se sabe conceitualmente. De fato, esse é o motivo pelo qual eu criei primeiramente o universo físico, e o sistema de relatividade que o governa, e tudo que existe.

Uma vez no universo físico vocês, Meus filhos espirituais, podiam experimentar o que sabiam sobre si mesmos; mas primeiro tinham de conhecer o oposto. Explicando isso de um modo simplista, vocês não podem saber que são altos, se não souberem o que é ser baixo. Não podem experimentar a parte de si mesmos que chamam de gorda, se não souberem o que é ser magro.

Seguindo a lógica primária, vocês só podem experimentar a si mesmos como o que são quando se deparam com o que não são. É essa a finalidade da teoria da relatividade, e de toda a vida física. É de acordo com os que não são que vocês se definem.

Agora no caso do conhecimento primário – de se conhecerem como o Criador – vocês só podem experimentar a si mesmos como o Criador quando criam. E só podem criar a si mesmos quando se destroem. Em certo sentido, primeiro têm de "não ser" para ser. Está entendendo?


Eu acho que...


Preste atenção.

É claro que não há como vocês não serem quem e o que são­ simplesmente são isso (espírito puro e criativo), sempre foram e sem­pre serão. Então vocês fizeram a melhor rota a seguir. Obrigaram-se a esquecer Quem Realmente São.

Ao entrarem no universo físico, renunciaram à lembrança de si mesmos. Isso lhes permite escolher ser Quem São, em vez de ape­nas, por assim dizer, acordar no castelo.

É no ato de escolher ser – em vez de simplesmente ser-lhes dito que são – uma parte de Deus que vocês se experimentam como sendo por livre escolha, o que é, por definição, Deus. Contudo, como podem ter uma escolha em relação a algo para o que não há escolha? Vocês não podem não ser Meus filhos, por mais que ten­tem – mas podem esquecer.

Vocês são, sempre foram e sempre serão, uma parte divina do todo divino, um membro do corpo. E por isso que o ato de rein­corporar-se ao todo, de voltar para Deus, é chamado de lembrança.

Vocês de fato escolhem lembrar Quem Realmente São, ou unir-se às suas várias partes para experimentar o seu todo, ou seja, Tudo de Mim.

Portanto, sua função na Terra não é aprender (porque já sabem), mas sim lembrar-se de Quem São; e de quem todas as outras pes­soas são. É por isso que uma grande parte de sua função é lembrar aos outros (isto é, relembrar), para que também possam lembrar-se.

Todos os maravilhosos mestres espirituais têm feito justamente isso. Esse é o seu único objetivo. Ou seja, o objetivo da sua alma.


Meu Deus, isso é muito simples - e também... simétrico. Quero dizer, tudo subitamente se encaixa! Agora vejo uma ima­gem que nunca havia reconhecido.


Bom. Isso é bom. Esse é o objetivo deste diálogo. Você Me pe­diu respostas. Eu lhe prometi que as daria.

Você fará deste diálogo um livro, e levará as Minhas palavras para muitas pessoas. Isso é parte do seu trabalho. Agora você tem muitas perguntas a fazer a respeito da vida. Aqui nós lançamos a base. Vamos a essas outras perguntas. E não se preocupe. Se até aqui há algo que não compreendeu bem, ficará claro dentro em breve.



O que é orar?

Trecho do livro Minhas orações
Masaharu Taniguchi

Há quem pense que ora signifique pedir, implorar ou suplicar algo a Deus, mas proceder assim é superstição. Deus não é um ser subornável que concede graças a quem as implora ou a quem lhes faz oferendas, não atendendo a quem nada lhe implora ou oferece.Deus não é um ser que comete tal discriminação. Deus é ¨Lei absoluta do Universo¨ e sendo assim, o homem não consegue mudar essa lei, por mais que suplique ou implore. Portanto não adianta orar tentando comover Deus através de suplicas. Alguém poderá pensar que sendo assim, a oração é desnecessária. No entanto orar é necessário para estabelecer contato pessoal com Deus, para que o homem consiga se sentir uma unidade com Deus. Ao mesmo tempo que é Lei absoluta no Universo, Deus também é a Grande Vida, fonte única de todas as vidas. Amor é a consciência de que o outro e eu somos um.Por meio da oração, estabelecemos contato intimo com Deus e conscientizamos o Amor.Em outras palavras, ao orarmos a Deus, Despertamos o nosso Deus interior e sintonizamos com Deus que rege o Universo. Conseqüentemente, despertamos nossa força infinita e a manifestamos. A oração não deve ser praticada com o objetivo de através de suplicas, modificar o sentimento ou à vontade de Deus, mas para que nosso Deus interior se manifeste. Quando conseguimos sintonizar nossa mente com as vibrações divinas de amor e bênçãos que preenche o Universo somos abençoados por Deus.





Fomes

Trecho do livro "A Carícia Essencial" Roberto Shinyashiki
Existe uma tendência nas pessoas no sentido de pensarem que os outros tem somente fome de

comida: que o que um indivíduo necessita para ser feliz é somente alimento, roupa e casa.

Como essas coisas não são suficientes, o que vemos são muitas pessoas insatisfeitas reclamando:

- Meu pai só sabia me dar dinheiro, mas nunca me deu amor

- Meu marido só pensa em coisas materiais ...

- Eu não sei o que mais ela quer; tem casa, comida e conforto

Realmente, o ser humano tem outras fomes, tão importantes como o alimento. Assim como

precisamos de comida e descanso, necessitamos também de outros tipos de nutrientes para nos sentirmos

saciados.

Lembra-se (e até pode ser que esteja acontecendo agora) de momentos em que você estava

confortavelmente instalado em sua casa, depois de um ótimo jantar e mesmo assim ainda sentia falta de

algo?

Certamente temos necessidade de algo mais que comida e abrigo. Temos outras fomes a serem

saciadas. E o mais importante é que o poder de satisfazê-las está em nós mesmos.

Aqui estão algumas dessas fomes:

Fome de estímulos

O ser humano necessita de sensaçõcs fisicas, e de variar essas sensações: enfim, de estimular os

sentidos (olfato, tato, visão, paladar, audição).

Quanto ao sabor: precisa de comida gostosa e variada... (quem aguenta comer salada de palmito

todos os dias?)

Quanto a cores e formas: de paisagens bonitas, luz, gente bonita...

Quanto aos sons: músicas bonitas, do vento, do mar, voz de gente (quanta gente, quando chega em

casa, a primeira coisa que é ligar o rádio?...)

Quanto a cheiros: de flor, de terra depois da chuva, da mulher amada, cheiro de manga madura, de

comida quentinha...

Quanto a toques: do mar em um dia de verão, do lençol macio, do cobertor quente no inverno, das

mãos do ser amado, daquele sapato velho para andar.

Ah! Quanta coisa boa para os nossos sentidos...

Fome de contato

É muito importante os seres humanos estarem em contato com os outros; por exemplo:

Alguém tocando a cabeça do outro, um abraço de irmão, um olhar fraterno.

- A sensação de pertencer à espécie humana.

Muitas vezes as pessoas acabam reprimindo esta fome, e trocando o contato físico por

reconhecimento verbal.

Fome de conhecimento

O ser humano não sobrevive à indiferença.

Todos nós necessitamos ser reconhecidos, que as pessoas nos identifiquem, cumprimentem e nos

valorizem.

Uns necessitam mais, outros menos.

Para um artista de televisão, saber que "somente" I milhão de pessoas assistiram a seu programa

pode ser pouco, enquanto para um cientista saber que 10 pessoas leram seu relatório pode ser algo

espetacular.

Sem dúvida, a pessoa que nos faz o reconhecimento também é importante. Pois se eu valorizar mais

esta pessoa, sua valorização de mim vai ser mais importante ainda.

Fome sexual


O desejo sexual é também uma fome natural.

É natural o desejo e esta vontade de concretizar esse desejo. que se manifesta.

Simplesmente...

Como um botão tende a formar uma rosa,

Como a vontade que se tem de agarrar e ser agarrado...

E aquela coisa da paixão, da entrega...

É poder viver esse desejo...

Assim como comer quando se tem fome...

É tanto amor que se tem o desejo de estar dentro do outro, e ter o outro dentro de si, no mais

profundo da entrega.

Ter sexo como alimento, sem conflitos, como encontro amoroso, que seja muito mais que uma

simples ejaculação.

Fome de estruturas

As estruturas são pontos de referência e os seres humanos necessitam ter suas referências, ver o

mundo de uma maneira estruturada, como por exemplo: a cama de uma certa forma, suas cadeiras, o que

vai fazer com o tempo, com sua vida.

Já pensou o que seria de nós, se não tivéssemos permanentemente onde dormir, se nossa casa

mudasse de endereço todos os dias?

Você se lembra da confusão que muitas vezes se dá quando alguém arruma seus livros (a tal

bagunça organizada)?

As estruturas levam as pessoas a terem suas referências. É comum alguém dizer: eu me sinto

ansioso pois não sei o que nós somos; se amigos, amantes ou namorados...

E quando as estruturas se alteram, cria-se um jeito de organizar uma nova estrutura.

É assim que aparecem as "amizades coloridas".

Fome de incidentes (acontecimentos)

Carecemos de que algo aconteça para que não se mergulhe fundo no tédio.

Precisamos de acontecimentos que nos tragam surpresas, novidades e excitação.

Necessitamos da beleza e do íascínio do inesperado.

A rotina, a repetição constante de qualquer coisa, por mais prazenteira que seja, leva-nos à

saturação, à perda do interesse por algo monótono.

Nós necessitamos de algo novo, que traga de volta o brilho para nossa vida, para uma relação ou

para o trabalho.

Essas fomes assim como a de comida, podem manifestar-se com uma intensidade maior ou menor.

Em determinados momentos nós temos maior ou menor apetite.

Além do mais essas fomes variam de pessoa a pessoa, cada qual com seu apetite.

Assim como as pessoas podem alterar patológicamente a fome de alimentos em quadros como a

anorexia ou a obesidade extrema, pode-se alterar qualquer uma dessas fomes e usar-se o nutriente como

substituto para algo que esteja faltando. Por exemplo, alguém pode usar sexo para tentar suprir a fome de

transcendência, e cada vez mais ficar insatisfeito.

Cada pessoa tem apetites diferentes em relação a cada uma das fomes.

É o que ocorre com uma pessoa que tenha grande fome de estruturas e incidentes. Essa pessoa

pode acabar arrumando um casamento fechado e com regras muito rígidas (para assegurar-se quanto ao

que vai fazer hoje à noite ou daqui a 50 anos, porém para saciar a torre de incidentes ela necessita de

emoções.

Então pode arrumar brigas muito dolorosas com reconciliações extremamente apaixonadas. Isso se

dai para saciar a fome de incidentes sem romper a fome de estruturas.

Essas fomes existem. Estão aí e elas em si não tem nada de errado ...

Importante e a maneira que cada um de nós cuida de suas fomes.

A importância das carícias advém da necessidade de satisfazer essas fomes.